O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Ministério do Planejamento e Orçamento, divulgou o estudo “Associações de Municípios no Brasil e seu Diálogo com a Agenda Urbana”. O levantamento, que integra a base para a nova Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU), destaca como o associativismo é a chave para superar a dependência financeira e técnica dos municípios brasileiros.
A força da cooperação municipal
O documento aponta que, embora os municípios tenham autonomia, a maioria dos recursos permanece concentrada na União. Nesse cenário, as associações não atuam somente como representantes políticos, mas como ferramentas vitais para garantir escala econômica e capacidade técnica que um município isolado muitas vezes não possui.
A pesquisa ressalta que a união dos prefeitos em associações fortalece o poder de barganha em Brasília, permitindo uma pressão política legítima para a conquista de recursos e investimentos regionais.
O papel estratégico da AMR
No mapeamento nacional, a Associação dos Municípios de Roraima (AMR) é citada como a entidade que centraliza a representação no estado. Fundada em 5 de julho de 1986 e sediada em Boa Vista, a AMR congrega os 15 municípios roraimenses, garantindo uma voz unificada para a região.
O estudo observa que, diferentemente de outras regiões com múltiplas divisões, os estados do Norte, como Roraima, possuem associações estaduais únicas, centralizando esforços e facilita a interlocução.
Futuro e desenvolvimento urbano
O Ipea conclui sugerindo que o Governo Federal estabeleça canais permanentes com associações como a AMR para a implementação da nova agenda urbana. A recomendação é que a AMR atue como um polo de articulação para adaptar as políticas nacionais à realidade local, assegurando que o desenvolvimento urbano chegue a todos os municípios do estado.















